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Irmãos lançam manual para ajudar pessoas a alcançarem cidadania italiana

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Ideia surgiu após 20 anos em que tiveram de vencer vários obstáculos para tirarem as suas

 

A região é repleta de descendentes de imigrantes italianos, que vieram para cá no século passado e ajudaram a construir a economia local. Para muitos desses netos, bisnetos e tataranetos, alcançar a cidadania italiana é um sonho que pode abrir portas no continente europeu. Mas essa busca pode se arrastar por anos e se tornar um verdadeiro pesadelo, repleto de gastos e frustrações.

 

Conhecendo de perto essa realidade, os irmãos Fatima Cristina Ranaldo Caldeira, Antonio Ranaldo Filho e Neiva Aparecida Ranaldo escreveram o livro “Manual da cidadania italiana” para ajudar quem quer trilhar esse caminho. Mesmo com experiência profissional em cartórios de registro civil, os irmãos levaram 20 anos para conseguirem o tão esperado documento.

 

O livro foi lançado oficialmente em 10 de abril na Casa de Cultura de Cascalho, bairro italiano em Cordeirópolis. Fátima, que é oficial do Cartório de Registro Civil de Americana há 27 anos contou que o livro junta a experiência pessoal e as vivências profissionais em uma linguagem acessível. “Existem pessoas que dão essa assessoria muito bem, mas nem todos têm condição de pagar, é um serviço caro e muito trabalhoso. Então escrevemos o ‘Manual da cidadania italiana’ com um passo a passo para obter o documento”, explicou Fátima.

 

De acordo com a oficial, o primeiro passo é descobrir se atende os critérios para direito à cidadania. Muitas pessoas iniciam a busca acreditando que apenas por ter um familiar italiano em linha direta podem obter a nacionalidade, mas nem sempre é assim. Fátima apontou que o direito se perde, por exemplo, quando o parente se naturalizou brasileiro. As situações em que é possível obter a nacionalidade italiana estão especificadas no livro.

 

Desafios

 

Segundo Fátima, um dos maiores desafios é descobrir a cidade de origem dos antepassados para conseguir a certidão de nascimento. Isso porque a Itália passou por modificações ao longo do tempo, e uma “comuna” pode ter passado de uma província para outra.

 

“Demoramos 20 anos para conseguir uma certidão, tivemos que ser muito insistentes para não desistir. Se na época eu soubesse que houve divisões na Itália, isso não teria acontecido, e eu teria rapidamente procurado nas províncias vizinhas”, disse Fátima.

 

Ela contou que, como oficial de cartório, tem contato com muitas pessoas que procuram a cidadania italiana. “Minha percepção é que buscam por razões variadas. Uma minoria quer se mudar, outros querem que os filhos tenham a possibilidade de estudar na Europa, outros para facilitar viagens. Alguns querem para um resgate das origens mesmo”,

contou Fátima.

 

“Usamos nossa dificuldade, tudo que estudamos sobre a Itália e também nosso conhecimento em direito constitucional para escrever esse livro. É quase certo que, seguindo os passos do manual, a pessoa consiga o reconhecimento da cidadania”, garantiu Fátima.

 

O livro é uma sequência da obra “Cidadania Italiana”, lançada em 2020, onde os irmãos se debruçam sobre os aspectos legais do direito à nacionalidade italiana por pessoas nascidas no exterior, desmistificando mitos que cercam esse reconhecimento. “Manual da cidadania italiana” está disponível para compra na Amazon, Mercado Livre e no site da Editora Agnus. O E-book custa R$ 15 e o livro físico R$ 30.

 

Fonte: O Liberal

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