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“A Arpen/MA tem sido de grande necessidade para população e esse trabalho precisa continuar em um cenário de dificuldades e incertezas”

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Em entrevista à Associação, o deputado Yglésio Moyses fala sobre os tratamentos realizados para combater a Covid-19 no estado e a importância do RCPN durante a pandemia

 

O médico e deputado estadual Yglésio Moyses (PROS) concedeu entrevista exclusiva à Associação dos Registradores Civis das Pessoas Naturais do Estado do Maranhão (Arpen/MA), para tratar do Projeto de Lei nº 47/2021, de sua autoria, que foi aprovado em 20 de abril deste ano e altera a data da “Semana Lixo Zero”, e dos tratamentos realizados para ajudar na contenção da Covid-19 no estado do Maranhão.

Atualmente no primeiro mandato, Yglésio Moyses também disputou as eleições para vereador em 2012, e em 2014, para deputado estadual, atuando como primeiro suplente pelo Partido dos Trabalhadores (PT) na ocasião. Em 2013, o médico assumiu a direção do Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão 1), onde ficou conhecido pela campanha de doação de alimentos e insumos.

Confira a entrevista na íntegra:

 

Arpen/MA – Em 2013, o senhor assumiu a direção do Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão 1), o maior hospital de urgência do Maranhão. Quais campanhas foram realizadas em sua direção?

Yglésio Moyses – À frente do Djalma Marques, nós tivemos uma atuação muito importante em tão pouco tempo. Lá, aumentamos o capital financeiro do Hospital, melhoramos a estrutura física, reduzimos o gasto com materiais básicos, e em parceria com o HEMOMAR, fizemos campanha para abastecer o estoque do banco de sangue. Realizamos mutirões de cirurgia de ortopedia infantil, extinguindo a fila de espera para cirurgias de urgência. Como resultado de tudo isso, a gente conseguiu reduzir o tempo de permanência dos pacientes na unidade, melhoramos o fluxo de pacientes, resgatamos a autoestima dos profissionais do Socorrão I. Também reduzimos o desperdício de alimento de 20% para 5%, além da histórica superlotação da unidade. Só no primeiro mês, nós aumentamos o faturamento do hospital em 30%. Também deixamos projetos de melhorias prontos: reformas, aumento no número de leitos de UTI de 12 para 30. Essas são algumas das principais ações da nossa gestão, o que deixa evidente o nosso compromisso em proporcionar aos nossos profissionais e aos pacientes um ambiente e atendimento de qualidade, que valorize a vida.

 

Arpen/MA – Quais foram os reflexos da campanha de doação de alimentos e insumos realizada na sua gestão no Socorrão 1?

Yglésio Moyses – Assim que assumi a gestão da unidade, existiam problemas entre o hospital e os fornecedores, o que não nos permitia oferecer alimento aos pacientes e seus acompanhantes. A arrecadação feita na época foi justamente para suprir essa necessidade. Recebemos o apoio de centenas de pessoas dispostas a contribuir. Com toda essa ajuda, a gente conseguiu arrecadar cerca de 4 toneladas de alimentos, possibilitando que a unidade pudesse, finalmente, alimentar aqueles que precisavam de cuidados médicos. Com a campanha e toda a repercussão local e nacional que ela teve, a gente conseguiu mostrar a importância da boa administração de um órgão da saúde, além dos efeitos negativos que a má gestão pode causar a tantas pessoas. Além disso, depois dessa campanha, nunca mais tivemos notícia de falta de alimento naquela unidade.

 

Arpen/MA – Recentemente, o PL nº 47/2021, de sua autoria, foi aprovado. Ele altera a data da “Semana Lixo Zero”, quais os impactos que a semana traz para a Agenda 2030 e o estado?

Yglésio Moyses – O objetivo principal do nosso projeto é alinhar as datas da campanha no estado com a que ocorre nacionalmente. Com isso, a gente consegue garantir que as ações sejam feitas mutuamente, tendo mais eficiência em relação às atividades socioambientais propostas, como a coleta seletiva de lixo, eventos e campanhas de conscientização e de incentivo às práticas sustentáveis dentro das comunidades. Esse alinhamento de datas vai trazer resultados ainda melhores para o País, os estados e os municípios. Em relação à Agenda 2030, a gente pode contribuir para que o Brasil alcance os Objetivos 2, 3 e 6, isso porque poderemos contribuir para a redução e/ou erradicação da fome, para a saúde e bem-estar das pessoas, além da água potável e saneamento básico, consecutivamente.

 

Arpen/MA – Durante a pandemia da Covid-19, quais foram os tratamentos realizados para ajudar na contenção da doença?

Yglésio Moyses – Nós temos atuado bastante em prol dos maranhenses em torno de uma série de pautas. Dentre elas, destaco o nosso trabalho na pandemia. Somos o mandato mais atuante nessa área com mais de 120 ações legislativas para o combate à Covid-19 no estado, a exemplo do adicional de 40% no salário dos profissionais da saúde, a fiscalização e solicitação de investigação envolvendo a vacinação na Ilha de São Luís, além de outras pautas como a luta que temos até hoje em relação à lotação nos ônibus. Para facilitar a vida das pessoas, também criamos o projeto que permite aos pacientes do SUS acompanharem a posição que ocupam na fila de espera, na internet, de acordo com a especialidade, além de ter uma noção de quando será atendido. A realidade, hoje, é que as pessoas aguardam meses para um atendimento que não ocorre por falta de informação e esse projeto poderá ajudar muitas pessoas que vivem em uma verdadeira escuridão por falta de informações.

 

Arpen/MA – A Arpen/MA tem feito um trabalho árduo durante o último ano, trazendo dados expressivos para a população, que auxiliam em políticas públicas. Como avalia esse movimento durante a pandemia?

Yglésio Moyses – O trabalho que vem sendo desenvolvido pela Arpen/MA tem sido de grande importância para os maranhenses e fortalecer isso num momento tão difícil a todos é ainda mais relevante. Portanto, ajudar tanto a proporcionar o acesso da população à emissão de documentos, chegando a contribuir assertivamente para a realização de políticas públicas em prol das pessoas, é algo muito bem-visto por nós. Frente a isso, avaliamos o trabalho da Associação como necessário. A Arpen/MA tem representado ser de grande necessidade à população e esse trabalho precisa continuar sendo feito, principalmente em um cenário de dificuldades e incertezas. Levantamos a bandeira do cuidado às pessoas e tudo o que envolve isso nos interessa e tem o nosso apoio.

 

Arpen/MA – Como avalia o trabalho dos Cartórios de Registro Civil no Maranhão, em especial no período pandêmico?

Yglésio Moyses – Desde sempre, os Cartórios de Registro Civil tiveram grande importância dentro do nosso estado, sendo ainda mais importantes neste momento delicado pelo qual passamos, que é a pandemia do novo coronavírus. Então, não ter cessado os atendimentos, mesmo com todas as limitações, dando o apoio necessário às pessoas e ajudando a garantir o direito à cidadania, de fato, foi e ainda é um dos pontos que mais nos chama atenção. Frente a isso, a gente avalia o trabalho desses órgãos como positivo, pois tudo o que garante melhoria na vida das pessoas tem o nosso apoio, o que também faz parte até do nosso propósito à frente de um mandato.

 

Arpen/MA – Como avalia a desburocratização possibilitada por atos realizados em cartórios, principalmente com as centrais eletrônicas?

Yglésio Moyses – Toda desburocratização relacionada à facilidade para o cidadão é muito bem-vinda, principalmente quando se trata da emissão de documentação ou de contato que o cidadão precisa ter com um determinado órgão. Hoje, mesmo com tanto avanço tecnológico, as pessoas ainda são obrigadas a fazer tudo presencialmente, tendo que enfrentar filas, até mesmo não conseguindo nada. Qualquer instituição que siga esse caminho sempre será bem-vista por nós, já que o nosso objetivo na Casa do Povo é o de facilitar sempre a vida das pessoas.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação- Arpen/MA

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